O uso das mídias pela política

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Afinal, é permitido!

Apesar da onda coletiva que divulgava a proibição do uso da Internet como forma de divulgação e campanha eleitoral, basta uma breve análise para perceber que o Tribunal Superior Eleitoral não se manifestou a esse respeito. Pelo menos ainda!

Equívoco jornalístico? Carência de lógica? Provavelmente.

O certo é que (ainda) é permitido aos candidatos manter páginas na internet registradas sob a terminação can.br ou com outras terminações, veiculando sua propaganda em página destinada exclusivamente à campanha eleitoral.

Diante da facultatividade de registro em outras terminações - inclusive sem a obrigatoriedade de adoção do ponto br - constata-se que os candidatos não estão proibidos de criar página específica para campanha na internet, em site pessoal, no Orkut, em conta no YouTube ou em grupo de discussão, desde que de sua titularidade.

No entanto, os direitos à livre manifestação do pensamento e da livre expressão da atividade intelectual e de comunicação encontram-se igualmente garantidos, o que será o mesmo que dizer que qualquer cidadão poderá manifestar suas opiniões ou expressar apoio a determinado candidato.

A confusão terá surgido, muito provavelmente, da divulgação da notícia de que o Tribunal Superior Eleitoral fiscalizaria toda e qualquer propaganda realizada antes de 6 de Julho por qualquer meio, no entanto, a Internet parece ser a exceção.

E eis que os exemplos começam a surgir. Roberto Pravda, candidato às eleições municipais de Recife já começou com força total lançando-se na Web de todos os modos possíveis: blog, webTv, canais no Youtube e mesmo um site pessoal.

Aproveitando tal fato, acabei enviando um e-mail fazendo uma pequena entrevista sobre o uso das mídias pela política. Aguardo sua resposta que acredito não irá tardar (ou não fosse o seu manifesto interesse pelo tema).

Se assim for, esse será o tema do próximo post.

Junho 12, 2008 Escrito por grupodepesquisa | Uncategorized | , , , , , | Nenhum Comentário

TSE e o futuro da mídia política na internet

Muito se fala sobre a proibição do TSE quanto ao uso da internet enquanto ferramenta de divulgação de campanhas políticas, mas o que ainda não conseguimos entender é o porquê de tal proibição. Vamos aos argumentos:

A internet é o meio de comunicação livre onde o usuário pode se expressar e ser aceito ou negado pela sociedade. Se algum político exagerar na dose de sua penetração junto aos internautas, serão eles mesmos os primeiros a banir o político em questão.

Com o tempo a internet tornou-se o principal canal de vigilância da classe política. Quantas horas por dia a televisão aberta dá espaço ao balanço das contas de campanhas dos políticos? A tv só se interessa por isso quando algum escândalo é descoberto. E quem vai se deslocar até a junta eleitoral mais próxima pra pegar um calhamaço de papéis e levá-los pra casa?

SPAM? O primeiro político que enviar um, vai perder a eleição! Nenhum usuário da internet quer ver sua caixa de e-mails lotada com propaganda política. Ele quer acompanhar o candidato na hora em que bem entender. E através da internet o candidato pode estar até 24h por dia a sua disposição.

Nos EUA as campanhas via internet já são mais do que realidade. O Sr. Barack Obama soube utilizar essa potente arma para penetrar na população que tinha pouco ou nenhum interesse em política. A fiscalização ficou maior e as estratégias comunicacionais foram elevadas a enésima potência.

Enquanto isso alguns candidatos já esquentam a disputa, mesmo que em momento proibitivo, colocando no You Tube vídeos sobre o início de suas campanhas. Temos aqui o exemplo do Sr. Rui Gustavo de Recife que já tem material editado, logomarca e jingle.

Junho 10, 2008 Escrito por grupodepesquisa | Uncategorized | , , , , , , | Nenhum Comentário